Published: September 14, 2020
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filhos, eu nasci em 1987, em Lisboa, numa casa muito parecida com estas. só em 1993 é que passámos para uma barraca a tijolo e com água canalizada. é preciso ser muito desonesto ou desconhecer a pobreza do país para achar que esta fotografia era falsa.

Óbvio que a pobreza não era a mesma 10 ou 20 anos depois. Havia SNS e escola pública, fundamentais para quem vem da miséria. Mas o nível de pobreza vivido em Portugal no salazarismo era de tal forma grande que erq geracional, não desapareceu em 10 ou 20 anos.

@apasmaceira eu nasci nos anos 80, numa ilha do Porto sem água, nem luz. A minha mãe inscreveu-me na ginástica para eu ter oportunidade de tomar 2 banhos quentes por semana. Víamos televisão no café de quando em vez.

@marianacouto Nós sempre tivemos luz. Os banhos eram no Royal, um clube desportivo do bairro onde os balneários eram usados por toda a gente.

@apasmaceira Esperem até descobrirem o trabalho infantil!

@apasmaceira Uma das minhas memórias de infância é ver na televisão a demolicação deste tipo de barracas, portanto depois de 1996. Como é possível andar tão tapadinho.

@apasmaceira Eu tinha colegas na escola primária (início dos anos 90) que viviam em casas semelhantes à da imagem, de madeira, sem água canalizada, na Amadora. É tão fácil fingir que não existiu... Quem põe a veracidade da imagem em causa vive numa realidade paralela.

@apasmaceira A minha avó morava numa casa de 2 ou 3 andares onde agora é o eixoNS. Cozinha-quarto-sala tudo enfiado tipo corredor. Casa de banho comum ao prédio todo. Água era ir busca-la ao fontanário. O betão apaga estas coisas, mas não da minha memória.

@apasmaceira Eu cresci na Amadora, isto era na Falagueira uma rua abaixo da minha, claro que é verdadeira esta imagem, ainda me lembro, neste momento está bem pior, sem barracas mas com prédios.

@apasmaceira A casa dos meus avós nunca teve água canalizada até há coisa de 5 anos, era retrete de madeira (agora diz que é eco piças). Por isso, sim, estas merdas continuam a existir.

@apasmaceira @AndreBeja Para ver na Amadora, Galeria Municipal Artur Bual "Inaugurada exposição "A Cidade que não existia" de Alfredo Cunha" https://www.rtp.pt/noticias/cu...

@apasmaceira @BoniPrinceFacio Isto era uma realidade na Grande Lisboa até 2000/2001, mais ou menos. Eu próprio vivi numa barraca na Charneca até aos meus 5 anos (com mt boas memórias) e devia ser dos melhores bairros do género.

@apasmaceira "sessão pública sobre as ‘Ilhas do Porto’ e anunciar o recém-aprovado programa 1.º Direito, que visa garantir até 2024 “uma casa condigna” para as mais de 26 mil famílias que vivem em habitações degradadas." (notícia de 2018): https://expresso.pt/sociedade/...

@apasmaceira Em Lx, naquele espaço que existe entre a 2 circ e os edifícios onde está o ACP e outras empresas, havia 1 grande bairro de barracas, q só foi demolido e os habitantes realojados, depois de 1974. A Brandoa, foi considerado o maior bairro clandestino da Europa. Era assim Portugal.

@apasmaceira margem sul anos 80, tb havia casas assim, e nunca me pareceu estranho a sua existencia (apesar de viver num predio), logo deviam ser algumas...

@apasmaceira É um desconhecimento total. É este desconhecimento que depôs leva a que se ache que certas pessoas é que iam fazer bem a este país.

@apasmaceira Eu nasci em 1992 e lembro-me de ir visitar uma tia da minha mãe e ela viver nas barracas onde hoje é o parque da Bela Vista.

@apasmaceira Se em Lisboa era assim, imaginem o resto do país, ainda hoje onde vivo não há água canalizada nem saneamento básico, e muita pobreza envergonhada.

@apasmaceira só muito pelos noventas a dentro é q isso acabou

@apasmaceira No início dos anos 90 Lisboa era uma cidade (e arredores) totalmente diferente. Já ninguém se lembra...

@apasmaceira 👍🏼

@apasmaceira Venham ao bairro do 2.º Torrão em Almada ou ali ao bairro ao pé de Santa Marta de Corroios e vão ver se ainda não existem bairros de lata.

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