Published: May 10, 2025
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Com um papa americano no cenário atual, vale a pena saber quem foi CHARLES CARROLL de CARROLTON. Siga o fio 🧵

Image in tweet by Allan Dos Santos

Em um mundo onde fé católica era sinônimo de desconfiança e ostracismo político, Charles Carroll de Carrollton emergiu como símbolo da liberdade e da tolerância religiosa nos Estados Unidos em nascimento. Último signatário sobrevivente da Declaração de Independência, foi também o

Charles Carroll nasceu em 19 de setembro de 1737, na cidade de Annapolis, província de Maryland. Sua família era descendente de nobres irlandeses católicos que fugiram da perseguição anglicana na Irlanda, especialmente após o Ato de Supremacia imposto por Henrique VIII e

Como os católicos eram proibidos de frequentar escolas públicas ou ocupar cargos na colônia, o jovem Carroll foi enviado à Europa para receber uma educação apropriada à sua condição social e religiosa. Aos oito anos, partiu com um tutor particular rumo à França, onde foi acolhido

Entre 1748 e 1755, Carroll estudou no Colégio Jesuíta de St. Omer, no norte da França, fundado pelos jesuítas ingleses exilados. Essa instituição formava os filhos da elite católica britânica e irlandesa, oferecendo um currículo centrado no latim, grego, lógica aristotélica,

Ali, Carroll teve contato com influentes mestres da Companhia de Jesus, como o padre Thomas Hunter, um intelectual jesuíta escocês conhecido por sua defesa da ortodoxia doutrinal e pela formação humanista de seus alunos. Outro formador importante foi o padre Jean-Baptiste de la

Depois de St. Omer, seguiu para o Collège Louis-le-Grand, em Paris, também dirigido por jesuítas, onde concluiu estudos avançados em filosofia e ética. Seu tempo na França o marcou profundamente: Carroll tornou-se um homem de refinada educação clássica, com domínio de francês,

Após sua formação humanista, Carroll foi enviado a Londres, onde ingressou no Inner Temple, uma das quatro sociedades de direito que formavam advogados (barristers) na Inglaterra. Apesar de não poder exercer a advocacia oficialmente por ser católico, o estudo do common law inglês

Na Inglaterra, Carroll enfrentou abertamente o preconceito contra os católicos e experimentou o paradoxo de estudar a lei de um reino que negava seus direitos fundamentais.

A influência de Carroll não se restringia a sua figura. Sua família era profundamente enraizada na tradição católica. Seu primo (frequentemente chamado de “irmão” em registros coloniais), John Carroll, foi ordenado sacerdote jesuíta e tornou-se o primeiro bispo católico dos

John Carroll, assim como Charles, estudou em St. Omer e viveu os mesmos dilemas da fé em terra hostil. A aliança entre os dois primos consolidou uma linhagem de patriotas católicos cuja contribuição moldaria a tolerância religiosa dos EUA.

Carroll retornou à América em 1765. Ainda sem poder votar ou se eleger, passou a atuar nos bastidores com artigos incisivos sob o pseudônimo “First Citizen”, criticando o autoritarismo colonial e defendendo o direito natural à propriedade, à religião e à resistência legítima.

Em 1776, foi nomeado pelo Congresso de Maryland para o Congresso Continental, e em 4 de julho, firmou a Declaração de Independência — com a assinatura mais longa e distinta: “Charles Carroll of Carrollton”. Ele próprio disse que assinava assim para que o rei George III não

Após a Independência, Carroll serviu como senador estadual e senador federal por Maryland, sendo um dos primeiros católicos a ocupar um cargo político de relevo nos EUA.

Quando morreu em 14 de novembro de 1832, com 95 anos, Carroll era o último vivo entre os 56 signatários da Declaração de Independência. Seu funeral reuniu protestantes, católicos, políticos e cidadãos comuns, todos conscientes de que sua vida fora ponte entre fé, liberdade e

Viva a liberdade. Viva os EUA. 🇺🇸

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