1/9 A BANALIZAÇÃO DO MAL - DE EICHMANN AO BRASIL ATUAL Após o término da 2ª guerra mundial, Adolf Eichmann, o carrasco nazista responsável pela execução logística do plano de assassinato dos milhões de judeus fugiu com a família para a Argentina, passando a viver tranquilo (…)
2/9 e incólume nos subúrbio de Buenos Aires, trabalhando em uma fábrica da Mercedes-Benz. O governo de Israel toma conhecimento desse fato, e planeja uma operação secreta, executada pelo Mossad, de captura de Eichmann dentro do território argentino, levada a efeito em 1960.
3/9 A operação foi bem-sucedida, e Adolf Eichmann, é capturado e levado para Jerusalém, para o que deveria ser o maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. Mas, durante o processo, em vez do monstro sanguinário que todos esperavam ver, surge (…)
4/9 um funcionário medíocre, um burocrata incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês. E no julgamento, em sua defesa Eichmann repetiu o dito nos nazistas do julgamento de Nuremberg, para o mundo inteiro ouvir, a frase “eu estava apenas cumprindo ordens”.
5/9 É aí que Hannah Arendt, a filósofa alemã de origem judia, fugida do nazismo para os EUA, e que graças a isso continuou viva, podendo escrever obras imortais, que sobreviveram a ela e ao seu penoso tempo, descortina a "banalidade do mal", a ameaça maior às sociedades (…)
6/9 democráticas (e mesmo ditas civilizadas). A crueldade de um totalitário, a psicopatia de um déspota, e coisas similares, nessa obra ficam em segundo plano. Aqui, o que está em análise é a pessoa comum, o cidadão “de bem”, e particularmente o funcionário público, que (…)
7/9 permite a perpetuação do mal incomensurável porque “cumpre ordens”, em uma total falta de pensamento crítico, e uma obediência cega à autoridade. Arendt explica com maestria como foi possível o Estado Nazista transformar o exercício da violência homicida em cumprimento (…)
8/9 de metas e organogramas. Com efeito, foi por causa da “banalidade do mal” que se permitiu a instauração da violência generalizada, e a difusão e disseminação do terror que moviam as ações do Estado Nazista. Muito dos argumentos dessa obra estão presentes no Brasil atual.
9/9 A mesma frase de Eichmann, usada como auto-defesa, de que “apenas cumpria ordens” é repetida hoje pelos que pretendem “defender a democracia”, e a mesma banalização do mal tolerada e praticada pelo homem comum lá daquela época é adotada agora pelos brasileiros atuais.









